Preço mal formado é um dos maiores destruidores de lucro silenciosos. Muita empresa define o preço "pelo concorrente" ou por intuição e descobre tarde que vende no prejuízo. Formar preço é técnica — e começa por conhecer os próprios custos.
O que entra no cálculo do preço
Um preço saudável precisa cobrir mais do que o custo do produto:
- Custo direto — matéria-prima, insumos, mercadoria;
- Custos variáveis de venda — comissões, taxas de cartão, frete;
- Impostos sobre a venda;
- Rateio dos custos fixos — aluguel, folha, estrutura;
- Margem de lucro desejada.
Markup x margem: não confunda
São conceitos diferentes e a confusão custa caro. Markup é o multiplicador aplicado sobre o custo. Margem é o percentual de lucro sobre o preço de venda.
Erros que fazem vender no prejuízo
- Precificar só pelo custo do produto, esquecendo taxas, impostos e custos fixos;
- Copiar o preço do concorrente sem conhecer a própria estrutura de custos;
- Dar descontos sem saber a margem — um desconto de 10% pode zerar o lucro;
- Não revisar preços quando os custos sobem;
- Tratar todos os produtos igual, ignorando a margem de cada um.
Para precificar com segurança, é preciso ter os custos organizados e a margem visível numa DRE gerencial. Sem isso, o preço é palpite. Um diagnóstico financeiro estrutura essa base e revela onde a precificação está corroendo o resultado.
Precifique para lucrar, não para vender no prejuízo
Um diagnóstico revela sua estrutura de custos e a margem real por produto.
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