Formação de preço de venda: como calcular

Preço mal formado é um dos maiores destruidores de lucro silenciosos. Muita empresa define o preço "pelo concorrente" ou por intuição e descobre tarde que vende no prejuízo. Formar preço é técnica — e começa por conhecer os próprios custos.

O que entra no cálculo do preço

Um preço saudável precisa cobrir mais do que o custo do produto:

  • Custo direto — matéria-prima, insumos, mercadoria;
  • Custos variáveis de venda — comissões, taxas de cartão, frete;
  • Impostos sobre a venda;
  • Rateio dos custos fixos — aluguel, folha, estrutura;
  • Margem de lucro desejada.

Markup x margem: não confunda

São conceitos diferentes e a confusão custa caro. Markup é o multiplicador aplicado sobre o custo. Margem é o percentual de lucro sobre o preço de venda.

Um markup de 2x não significa 50% de margem depois de impostos e taxas. Sempre calcule a margem sobre o preço final, já com todos os descontos.

Erros que fazem vender no prejuízo

  • Precificar só pelo custo do produto, esquecendo taxas, impostos e custos fixos;
  • Copiar o preço do concorrente sem conhecer a própria estrutura de custos;
  • Dar descontos sem saber a margem — um desconto de 10% pode zerar o lucro;
  • Não revisar preços quando os custos sobem;
  • Tratar todos os produtos igual, ignorando a margem de cada um.

Para precificar com segurança, é preciso ter os custos organizados e a margem visível numa DRE gerencial. Sem isso, o preço é palpite. Um diagnóstico financeiro estrutura essa base e revela onde a precificação está corroendo o resultado.

Precifique para lucrar, não para vender no prejuízo

Um diagnóstico revela sua estrutura de custos e a margem real por produto.

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